Algumas coisas nunca mudam; pular sete ondas, comer lentilha, fazer promessas e acreditar no melhor. Mas para fechar 2016, um ano cheio de perdas, injustiças e tristezas, pensei em tentar ressaltar o que ao menos no meu ano foi o que de melhor aconteceu, apesar dos pesares. Ao invés de promessas infundadas para 2017, deixando também os meus agradecimentos.
Com destaque para o trabalho e a carreira 2016 foi intenso e bastante difícil ao mesmo tempo que muito produtivo e compensador. Colocar o bale "Black Dog" não foi tarefa fácil para a Téssera Companhia de Dança. A força e a intensidade, porém, do conceito, trilha sonora, iluminação e cenário, juntamente com a crença na própria arte, da dança dos bailarinos, fez com que por cinco noites, o Teatro da Reitoria vibrasse e fizesse vibrar nosso publico crescente.Ressalto também meu respeito, admiração e carinho por todos e, mais uma vez, profunda e principalmente por meu diretor e coreógrafo Rafael Pacheco, pela confiança e pelas oportunidades de atuar em sua obra, meu muito obrigada.Comecei a preparar-me para um ano em que espero finalizar, concluir um ciclo (quase interminável) da minha vida. Essa parte acadêmica tão importante no futuro da gente, que parece que nunca vai acabar, tantas são as adversidades, mas que em algum momento se mostra pronta e, em vez de ficar feliz, a gente fica confuso sem saber para onde ir. Observei muitos colegas passarem por desespero, confusão e duvida nessa reta final, e já estou identificando as crises. Mas preciso agradecer as convivências, pelos aprendizados e oportunidades, pelo companheirismo e pelas descobertas.
Além dessas partes, que são nesse momento as que mais me importam nesse momento da vida, meu filho lindo completou seus 2 aninhos a uma semana e já é um "super artista" do mundo, muito amado e amoroso. Eu só posso querer, portanto, que 2017 multiplique essas pequenas conquistas que me fizeram mais forte e mais feliz com meus amigos e família nesse ano.


