Uma das coisas mais empolgantes e também mais cansativas que descobri nos últimos anos da minha carreira, é a necessidade de ir ao estúdio para refletir e trabalhar a prática de um trabalho de dança. Experienciar no corpo a exaustão num procedimento que busca esgotar as possibilidades e aprofundar os conceitos no enquanto da arte. É especial e muito difícil. Tenho um misto de sensações quando me proponho esse tipo de vivência. Por estar trabalhando numa coreografia que, na minha visão é muito individual e íntimo, ainda não sinto a necessidade de que alguém assista ou comente. Porém começo a sentir dificuldade em extrapolar as fronteiras.
Nessa semana obtive bons resultados que vem construindo uma narrativa e uma identidade pra essa movimentação, trabalhada a quase dois anos. Através de restrições de espaço e estabelecendo estratégias como a pausa para desacelerar o ritmo do fluxo.
Os conceitos de fluxo e energia expandida e condensada formam imagens que caracterizam a emoção inserida nessa narrativa em produção. Portanto, o trabalho que se segue é uma investigação das possibilidades de movimentação nesse pequeno espaço, e a criação de uma narrativa através da estética e o conceito de ambientes lotados, fechados e reduzidos.