Conhecer a mim mesma, buscar no meu corpo, sentir na pele, encontrar em meus olhos.
Tudo aquilo o que busco encontro em mim mesma.
Tudo aquilo que espero vem de mim mesma.
Mas não conheço a mim mesma. Tenho medo daquilo que vou descobrir.
A arte escorre dos meus olhos, vejo o mundo de ponta cabeça e a humanidade de pernas pro ar.
O nada que sinto faz parte desse lugar de compreensão da vida.
O tudo que me sufoca faz parte desse lugar do medo do entendimento.
"Santa ignorância", bela insensatez da mente que transforma meu corpo e faz ele vibrar cheio de emoções.
Não o frio, não é a umidade.
É a experiencia, é o momento, são as pessoas, a sua energia.
Aquilo que influencia a mente e aquilo que influencia o corpo nas suas sensações são as situações, os contextos, os indivíduos, envolvidos ou não, são as emoções.
Nada tão importante, afinal o que as pessoas observam são os ganhos e as perdas, os lucros e os prejuízos.
"A humanidade está desumana" e o meu corpo quer a transformação desta informação. A minha mente quer solução. A minha arte quer criação.
A MINHA ARTE QUER CRIAÇÃO.
Bruna Póvoa.

