quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O caminhar da bailarina.

Por Beatriz Fidalgo
Não importa como e nem pra onde, o desejo da bailarina é caminhar, é evoluir, ir pra frente. Depois de 15 anos de sala de aula (comemorados este ano) comecei a pensar em minha trajetória. Depois do início com a dança clássica na pré-escola vieram tantas formas de dançar, que me fazem feliz até hoje, e tantas alegrias como bailarina. O folclore polonês, por exemplo, foi uma forma de dança que sempre me deixou encantada e foi o folclore quem me fez decidir tornar-me bailarina, porque me apaixonei no momento em que aprendi a primeira polca. E depois disso veio o entendimento das dificuldades da profissão, de como deveria ser o meu empenho, a minha dedicação e envolvimento para que minha carreira acontecesse. Em uma única etapa essa trajetória me convidou a conhecer outras danças e artes que também me encantaram e acrescentaram à minha bagagem mais algum conhecimento. Foram desta etapa a dança clássica, dança contemporânea, sapateado, dança popular brasileira e histórica, dança à caráter (folclore), elementos de circo, interpretação... entre outras coisas. E então, a dança moderna, que hoje mudou a minha vida e tem, cada vez mais, feito alterações na minha maneira de pensar a dança. E eu pude mais uma vez voltar à dança folclórica polonesa que é ainda a minha paixão.
E quando percebi o quanto já caminhei com tão pouco tempo de dança senti-me orgulhosa e muito feliz. Dentro disso tudo encontrei o meu lugar, encontrei minha felicidade profissional e aqui quero continuar caminhando. Conciliando a dança Moderna com o Folclore Polonês. E apesar da exaustão, do cansaço, dos machucados e do corpo dolorido, tenho cada vez mais vontade de fazer essa dança. Aprendo todos os dias coisas que me fazem continuar a caminhada de cabeça erguida, na ponta dos pés, respirando fundo e incluindo tudo na minha dança. São ares novos em lugares que já são conhecidos.
E que o caminho, a linha desse trem, continue indo pra frente.