Depois de alguns meses ensaiando a Téssera Companhia de Dança está em cartaz no Teatro da Reitoria mais uma vez com o espetáculo Valsa 30. A espectativa é grande e a responsabilidade também.
Como bailarina sinto-me renovada no balé, certas coisas que fazíamos foram se modificando com a evolução do corpo, da maturidade e das conquistas e experiências que modificam até mesmo os pontos de vista da obra. A coreógrafa Cristiane Wosniak e o diretor Rafael Pacheco tem total influência nesse meu novo conceito de mim. São eles que influenciam todo o balé com suas correções e formas de transmitir seus conhecimentos.
Nessa semana a sensação de estar de volta à casa se espalhou por meu corpo no primeiro contato com o palco do Teatro da Reitoria onde eram feitos os últimos ajustes. Como pessoa eu não estava muito bem, tinha tido problemas de saúde, mas como bailarina aquele era o meu momento e o meu lugar. Pouco percebi sobre o que acontecia a minha volta, pois estar ali já era suficiente. O linóleo estava sendo colado ao palco, as luzes penduradas sob nossas cabeças e o riso conhecido de ansiedade a nossa volta. Os ensaios foram tranquilos, pequenas correções de espaço e conversas sobre a energia. E então estamos prontos para subir no palco e mostrar tudo o que viemos trabalhando. A responsabilidade é maior porque deve existir agora um comprometimento maior com a obra que já foi colocada no palco. Tudo faz parte do nosso show. E ele não deve parar.
Aos meus colegas e aos meus mestres OBRIGADO E DESCULPE. E como se diz no mundo artístico MUITA MERDA.
